
Para que serve o chá de losna?
A losna (Artemisia absinthium) tem ação digestiva, colerética, antipirética e antiparasitária documentada. É uma das ervas amargas mais potentes da medicina popular. O problema: a mesma molécula que faz bem em dose correta, a absintina e o tujona, pode causar convulsões e danos neurológicos em excesso. É uma planta que exige respeito à dose.
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Como preparar com segurança
Protocolo restrito
- Gestantes: abortiva em qualquer dose. Contraindicação absoluta.
- Epilépticos: o tujona pode desencadear crises convulsivas.
- Crianças: contraindicada para menores de 12 anos.
- Uso de anticoagulantes: possível potencialização.
- Insuficiência hepática ou renal: metabolização comprometida aumenta risco de toxicidade.
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Estimulante digestivo, colerético e antiparasitário. Em dose correta alivia dispepsia, estimula o apetite e a produção de bile. Tem ação antiparasitária documentada in vitro. Exige rigor absoluto na dose e no tempo de uso.
Em dose errada ou uso prolongado, sim. O tujona, princípio ativo da losna, é neurotóxico em doses elevadas e pode causar convulsões. Em dose correta (máximo 2g, 1 xícara ao dia, por no máximo 7 dias), o risco é baixo para adultos saudáveis.
Não. Contraindicação absoluta. A losna é abortiva em qualquer dose. Nunca durante a gestação.
Tem evidência in vitro contra Giardia e Ascaris. Estudos clínicos robustos em humanos comparando com antiparasitários específicos (albendazol, metronidazol) são limitados. Para parasitose confirmada, use medicamento prescrito.
Infusão (não decocção): máximo 2g de planta seca em 150ml de água fervente, tampado por 5 minutos. 1 xícara ao dia antes da principal refeição. Máximo 7 dias.
O absinto concentrava tujona em níveis muito acima do terapêutico, causando intoxicações neurológicas graves na Europa no século XIX. O chá medicinal em dose correta tem concentração muito menor, mas a margem de segurança ainda é estreita.
Tem ação colerética (estimula produção de bile) que beneficia indiretamente o fígado. Mas em insuficiência hepática, o metabolismo do tujona fica comprometido e o risco de toxicidade aumenta. Contraindicada em doença hepática.
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ANVISA. Memento Fitoterápico, 2016 · Ministério da Saúde. RENISUS · ANVISA. Formulário de Fitoterápicos 3ª ed., 2026 · Gadelha CS et al. Fitoterapia popular. Revista Verde/UFCG, 2013 · Lachenmeier DW. Absinthium e tujona: revisão de segurança. Food Chem Toxicol, 2010
Não substitui avaliação médica ou farmacêutica individualizada.