
Quem tem TDAH pode se aposentar?
Sim, mas não é automático. O INSS não concede aposentadoria só pelo diagnóstico. É preciso comprovar, com laudo detalhado, que o TDAH causa incapacidade significativa e duradoura para o trabalho, através de avaliação biopsicossocial e perícia médica.
Protocolo ASRS-1.1 da OMS · 6 perguntas · 2 minutos · Sem cadastro
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| Benefício | Quando se aplica | Valor em 2026 |
|---|---|---|
| Auxílio-doença | Incapacidade temporária para o trabalho | Proporcional ao salário de contribuição |
| Aposentadoria por invalidez | Incapacidade permanente e total | 60% da média + 2% por ano de contribuição excedente |
| Aposentadoria PcD | Reconhecimento formal como pessoa com deficiência | 100% da média dos 80% maiores salários |
| BPC/LOAS | Deficiência de longo prazo + baixa renda, sem exigir contribuição prévia | R$ 1.621,00 fixo (salário mínimo) |
Exemplo prático de cálculo
Considere alguém de 32 anos, com 8 anos de contribuição ao INSS, diagnosticado com TDAH grave (CID F90.0) associado a depressão recorrente. As comorbidades tornam impossível manter concentração e prazos no trabalho, e a perícia atesta incapacidade total e permanente. Com salário médio de R$ 4.500,00, o cálculo da aposentadoria por invalidez seria: 60% (sem acréscimo, pois tem menos de 20 anos de contribuição) × R$ 4.500,00 = R$ 2.700,00 mensais.
Por que o laudo neuropsicológico é a peça central
O INSS não avalia apenas o diagnóstico, mas o impacto funcional real do TDAH na vida da pessoa. É exatamente isso que uma avaliação neuropsicológica completa documenta: como a desatenção, a impulsividade e as dificuldades de organização afetam o desempenho profissional de forma objetiva e mensurável, com testes padronizados, não apenas relato verbal na hora da perícia.
Documentos que fortalecem o pedido
- Laudo neuropsicológico atualizado, com testes padronizados
- Relatórios médicos de psiquiatra ou neurologista
- Histórico documentado de afastamentos ou baixo desempenho profissional
- Registro de comorbidades associadas, quando existirem

Você não precisa continuar assim
Se o TDAH está afetando sua capacidade de trabalhar e você precisa de documentação clínica séria para dar entrada em um benefício, uma avaliação neuropsicológica completa é o primeiro passo real, com laudo técnico que a perícia do INSS efetivamente considera.
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Ir para a página inicial →Perguntas frequentes
Sim, mas não automaticamente. O diagnóstico de TDAH por si só não garante aposentadoria. É preciso comprovar, com laudo detalhado, que o transtorno causa incapacidade significativa para o trabalho.
O CID é F90, transtornos hipercinéticos, com subcategorias F90.0 (distúrbios da atividade e da atenção), F90.1 (transtorno hipercinético de conduta), F90.8 e F90.9.
Pode dar, desde que comprovada deficiência de longo prazo e baixa renda familiar. Em 2026, o valor do BPC é de R$ 1.621,00 mensais, equivalente ao salário mínimo.
Sim, para auxílio-doença e aposentadoria por invalidez é necessária carência de contribuição (geralmente 12 meses, com exceções). Já o BPC/LOAS não exige contribuição prévia, apenas comprovação de baixa renda e deficiência.
Sim, na prática a associação do TDAH com outras condições, como depressão ou ansiedade, fortalece significativamente o requerimento, pois amplia o quadro de incapacidade documentado.
Não substitui avaliação psicológica presencial.
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