Aquipta (Atogepanto): Novo Comprimido para Prevenir Enxaqueca Aprovado pela Anvisa

Por Wagner Fernandes, Farmacêutico (CRF-RO 4509) · Revisado em 2 de outubro de 2026
Wagner Fernandes, Farmacêutico CRF-RO 4509
Wagner Fernandes · CRF-RO 4509Fundador FarmaCerto · Empresário · RT Farmácia e Hospital

Aquipta, direto ao ponto

O Aquipta (atogepanto) é um comprimido para prevenir enxaqueca aprovado pela Anvisa em 8 de setembro de 2026, indicado para adultos com pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês; ele bloqueia uma via ligada à transmissão da dor e reduziu os dias de enxaqueca em relação ao placebo nos estudos (Anvisa).

  1. Princípio ativo: atogepanto, da classe dos gepantes (antagonistas do receptor de CGRP)
  2. Uso: oral, para prevenção, não para cortar a crise
  3. Para quem: adultos com 4 ou mais episódios de enxaqueca por mês
  4. Registro publicado no Diário Oficial pela Resolução-RE nº 3.458/2026

O que a Anvisa aprovou?

A Anvisa aprovou o registro do Aquipta, à base de atogepanto, para adultos que têm pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês, segundo comunicado de 8 de setembro de 2026 (Anvisa, 08/09/2026). A agência descreve a enxaqueca como uma doença neurológica altamente incapacitante, que atinge cerca de 15% da população mundial, e apresenta o atogepanto como nova opção oral que atua de forma específica no mecanismo da doença.

Como o atogepanto funciona?

O atogepanto se liga ao receptor do CGRP, proteína que participa da transmissão da dor na enxaqueca, e impede que ela atue, segundo o resumo oficial da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, resumo em português). É o mesmo alvo de outros tratamentos que já explicamos aqui, como o Nurtec ODT (rimegepanto), também da família dos gepantes, e o Emgality (galcanezumabe), que age na mesma via mas é um anticorpo injetável.

MedicamentoPrincípio ativoComo é usadoTipo
AquiptaAtogepantoComprimido oral, prevençãoGepante
Nurtec ODTRimegepantoComprimido de dissolução oralGepante
EmgalityGalcanezumabeInjeção subcutâneaAnticorpo monoclonal anti-CGRP
Se estivesse no balcão com você agoraQuem tem enxaqueca quatro, oito, dez vezes por mês normalmente chega ao balcão com uma caixa de analgésico em cada bolsa. Remédio de crise usado com muita frequência pode piorar a dor de cabeça. Se esse é o seu caso, a conversa certa é com o neurologista sobre prevenção, e o Aquipta passa a ser mais uma opção nessa conversa, não uma compra por conta própria.

Quem pode usar o Aquipta?

Pela indicação divulgada pela Anvisa, adultos com pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês. Na Europa, onde o produto é aprovado desde 11 de agosto de 2023 e pertence à AbbVie, a bula oficial traz cuidados importantes: o uso não é recomendado na gravidez nem em mulheres em idade fértil sem contracepção, deve ser evitado na insuficiência hepática grave e exige ajuste de dose na insuficiência renal grave e com alguns medicamentos que interferem no metabolismo do atogepanto (EMA, bula europeia). A bula brasileira é a referência final e deve ser conferida quando estiver publicada.

Quais são os efeitos colaterais do atogepanto?

Na bula europeia, os efeitos mais relatados no uso preventivo foram náusea, prisão de ventre e cansaço ou sonolência, além de diminuição do apetite e do peso (EMA). Qualquer efeito persistente deve ser relatado ao médico e notificado à Anvisa pelo sistema de farmacovigilância.

Ainda não há bula brasileira publicadaAté 1º de outubro de 2026, o Aquipta não aparecia no Bulário Eletrônico da Anvisa, e a agência não divulgou preço nem data de lançamento. Dose, regra de venda e apresentações no Brasil só devem ser confirmadas na bula aprovada.

O Aquipta substitui os preventivos antigos?

Não necessariamente. Medicamentos como propranolol, topiramato e amitriptilina continuam sendo usados na prevenção da enxaqueca, e a escolha depende do perfil de cada paciente, das outras doenças e dos remédios em uso. Para quem usava o Emgality e foi afetado pela saída do produto, reunimos as alternativas ao Emgality disponíveis.

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Perguntas Frequentes

Aquipta é o nome comercial do atogepanto, comprimido de uso oral aprovado pela Anvisa em setembro de 2026 para prevenir enxaqueca em adultos que têm pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.
No Brasil, a indicação divulgada pela Anvisa é a prevenção da enxaqueca em adultos com quatro ou mais episódios mensais. Ele não foi apresentado pela Anvisa como remédio para cortar a dor de uma crise já iniciada.
Ele bloqueia o receptor do CGRP, uma proteína envolvida na transmissão da dor da enxaqueca. Segundo a Anvisa, isso reduz o número de dias de enxaqueca por mês em comparação com placebo, tanto na enxaqueca episódica quanto na crônica.
Até 1º de outubro de 2026 a bula do Aquipta ainda não aparecia no Bulário Eletrônico da Anvisa e a agência não divulgou preço nem data de lançamento. A chegada às farmácias depende do fabricante e da definição de preço máximo.
Os três atuam na via do CGRP. O Aquipta (atogepanto) e o Nurtec ODT (rimegepanto) são da classe dos gepantes, de uso oral. O Emgality (galcanezumabe) é um anticorpo monoclonal injetável.
Na bula europeia, os efeitos mais frequentes na prevenção foram náusea, prisão de ventre e cansaço ou sonolência, além de diminuição do apetite e do peso. A bula brasileira deve ser conferida quando for publicada.
A bula europeia não recomenda o uso na gravidez nem em mulheres em idade fértil que não usam método contraceptivo. Qualquer decisão deve ser tomada com o médico.
Na Europa, o Aquipta só é vendido com receita médica. A regra de venda no Brasil será a que constar na bula e na embalagem aprovadas pela Anvisa.

Fontes: Anvisa, “Anvisa aprova medicamento para prevenção de enxaqueca”, 08/09/2026, e Resolução-RE nº 3.458/2026, Diário Oficial da União. Agência Europeia de Medicamentos (EMA), EPAR do Aquipta, atualizado em 02/07/2026. EMA, resumo das características do medicamento Aquipta. EMA, resumo do EPAR em português. Bulário Eletrônico da Anvisa, consulta em 01/10/2026.


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