
Erro de medicação, direto ao ponto
Erro de medicação é uma falha na prescrição, na dispensação ou na administração de um medicamento, incluindo dose acima ou abaixo da correta. A Anvisa faz em outubro de 2026 uma campanha sobre o tema, lançada no dia 1º, e recebe notificações de suspeitas pelo sistema VigiMed, aberto a cidadãos e profissionais.
- Erros mais comuns, segundo a campanha: prescrição incorreta, omissão de dose e posologia inadequada.
- Grupos mais vulneráveis: idosos, crianças e gestantes.
- A OMS estima o custo global em 42 bilhões de dólares por ano.
- Qualquer pessoa pode notificar uma suspeita à Anvisa pelo VigiMed.
O que é a campanha da Anvisa sobre erros de medicação?
Durante outubro de 2026, a Anvisa realiza uma ação de conscientização sobre prevenção de erros de medicação, lançada em 1º de outubro e voltada a profissionais de saúde, pacientes, cuidadores e instituições, informa a Rádio Gov, da Empresa Brasil de Comunicação. O objetivo é fortalecer a cultura de notificação e a farmacovigilância.
A mesma reportagem traz números atribuídos à Organização Mundial da Saúde: os erros de medicação afetam cerca de 5% dos pacientes e metade dos casos é evitável. A própria OMS estima em 42 bilhões de dólares por ano o custo global associado a esses erros e mantém desde 29 de março de 2017 o desafio Medication Without Harm, com três áreas de ação: polifarmácia, situações de alto risco e transições de cuidado.
Quais são os erros de medicação mais comuns?
Os principais erros envolvem prescrição incorreta, omissão de dose e posologia inadequada, segundo a divulgação da campanha. Na lista do VigiMed Serviços de Saúde, da Anvisa, os erros de medicação incluem erros de prescrição, de dispensação e de administração, além de sobredosagem e subdose.
| Tipo de erro | Exemplo do dia a dia | Como reduzir o risco |
|---|---|---|
| Prescrição | Receita ilegível ou sem a concentração do remédio | Pedir que o prescritor explique nome, dose e horário antes de sair da consulta |
| Dispensação | Caixa parecida, concentração diferente | Conferir nome e concentração com a receita ainda na farmácia |
| Administração | Medir xarope com colher de cozinha | Usar o copo ou a seringa dosadora que acompanha o produto |
| Omissão de dose | Esquecer o remédio de uso contínuo | Associar o horário a uma rotina fixa e usar alarme |
| Dose duplicada | Dois produtos com o mesmo princípio ativo | Ler o princípio ativo de cada caixa, não só a marca |
Tabela de exemplos elaborada pelo FarmaCerto. Os tipos de erro seguem a classificação usada pela Anvisa.
Como evitar erro de medicação em casa?
A maior parte dos erros em casa nasce de pressa, de embalagens parecidas e de medidas improvisadas. Sete cuidados simples reduzem o risco:
- Leia o nome, a concentração e a validade toda vez que pegar a caixa.
- Guarde o medicamento na embalagem original, junto com a bula.
- Meça líquidos só com o dosador do produto. Colher de cozinha não é medida.
- Mantenha uma lista atualizada de tudo o que a pessoa usa, inclusive chás e suplementos, e leve a toda consulta.
- Antes de juntar dois remédios para dor ou febre, confira se a combinação é segura, como no caso de dipirona e ibuprofeno juntos.
- Confira se a receita ainda vale com o verificador de validade de receita.
- Separe e descarte o que venceu. Veja como descartar medicamentos vencidos.
Quem corre mais risco: idosos, crianças e gestantes
Idosos, crianças e gestantes são os grupos mais vulneráveis, segundo a divulgação da campanha em 2 de outubro de 2026. Em crianças, a dose costuma depender do peso e da concentração do produto, e a bula é a referência. Para febre e dor, o Guia Febre e Dor do FarmaCerto ajuda a organizar as informações que você vai conferir com o pediatra ou com o farmacêutico.
Em idosos, o uso de vários remédios ao mesmo tempo aumenta a chance de troca de horário e de dose repetida. A lista escrita, revisada a cada consulta, é a ferramenta mais simples para evitar esse problema.
Quais medicamentos aparecem mais nas notificações?
Os medicamentos mais notificados são dipirona, cloreto de sódio, vacina contra a Covid-19 e golimumabe, segundo a Rádio Gov. Estar na lista não quer dizer que o produto seja perigoso. Remédios muito usados aparecem mais porque são usados por mais gente. No caso da dipirona, vale revisar as doses e os cuidados no guia completo da dipirona.
Como notificar um erro de medicação à Anvisa pelo VigiMed?
O VigiMed é o sistema adotado pela Anvisa para receber notificações de suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas no Brasil. A página de notificações da Anvisa separa dois caminhos:
- Cidadão: preenche o formulário eletrônico do VigiMed, sem necessidade de cadastro da instituição.
- Profissional de serviço de saúde: usa o VigiMed Serviços de Saúde. O gestor da instituição solicita o cadastro à Anvisa, informando nome da instituição, código CNES e lista de usuários.
Tenha em mãos o nome do medicamento, o lote e a validade impressos na embalagem, o que aconteceu e quando. Em junho de 2026 a agência publicou um manual de instruções do VigiMed para profissionais, com o objetivo de padronizar o preenchimento. Problemas com o produto em si, como embalagem violada ou suspeita de falsificação, são tratados como queixa técnica, em canal próprio indicado na mesma página. Para confirmar informações de bula, use fontes oficiais, como mostramos em onde consultar bula de medicamentos.
Vai medir xarope ou gotas? O conversor gratuito do FarmaCerto ajuda a conferir mL, gotas e mg antes de dar a dose.
Abrir o conversor de medidasPerguntas frequentes
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Nossa política editorialFontes: Rádio Gov (EBC), Notificação de erros de medicação é tema de campanha da Anvisa em outubro, 2 de outubro de 2026. Anvisa, notificações de medicamentos e vacinas. Anvisa, VigiMed Serviços de Saúde. Anvisa, manual de instruções do VigiMed, 9 de junho de 2026. Organização Mundial da Saúde, Medication Without Harm.
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação individual por profissional de saúde.
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