
Cefalexina: o que você precisa saber
- Para que serve: infecções de pele, infecções urinárias não complicadas, faringoamigdalite
- Classe: cefalosporina de 1ª geração, bactericida
- Dose adulto: 500 mg a cada 6 ou 12 horas (conforme prescrição)
- Regra de ouro: completar o tratamento mesmo melhorando antes
- Microbiota: use probiótico durante o tratamento para proteger o intestino
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1. Para qual infecção foi prescrita a cefalexina?
O que é a cefalexina e como funciona
A cefalexina é uma cefalosporina de primeira geração, um antibiótico beta-lactâmico bactericida. Age inibindo a síntese da parede bacteriana, ligando-se às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs). Sem parede celular íntegra, a bactéria não sobrevive.
A cefalexina é comercializada no Brasil como Keflex (marca original), Ceporexin e Falex. Genéricos estão amplamente disponíveis como cefalexina mono-hidratada.
A cefalexina é o princípio ativo do Keflex e do Ceporexin.
Seu espectro de ação se concentra em bactérias gram-positivas: Staphylococcus aureus sensível à meticilina, Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae. Para gram-negativos, tem ação limitada. Não cobre MRSA, Enterococcus ou anaeróbios.
Pergunta mais frequente na dispensação de antibióticos. A resposta é sempre não. A melhora clínica aparece antes da eliminação completa das bactérias. Parar cedo seleciona as cepas mais resistentes que sobreviveram, que multiplicam e causam recidiva, agora mais difícil de tratar.
Cefalexina vs outros antibióticos: quando usar cada um
| Antibiótico | Classe | Melhor para | Não cobre |
|---|---|---|---|
| Cefalexina | Cefalosporina 1G | Infecção de pele, ITU simples | MRSA, gram-neg, anaeróbios |
| Amoxicilina | Penicilina | Inf. respiratória, otite, strep | Produtoras de beta-lactamase |
| Azitromicina | Macrolídeo | Infecções atípicas, pneumonia | Gram-positivos (geral) |
| Doxiciclina | Tetraciclina | Infecções atípicas, DSTs, acne | Gram-negativos entéricos |
Cefalexina, como todos os antibióticos, altera a microbiota intestinal. Usar um probiótico com Lactobacillus e Bifidobacterium durante o tratamento reduz significativamente a diarreia e a candidíase vaginal associadas. Tome o probiótico em horário diferente do antibiótico, idealmente 2 horas depois.
Alergia cruzada com penicilina, o que é mito e o que é real: a taxa real de reatividade cruzada entre penicilinas e cefalosporinas é de aproximadamente 1%, muito menor do que se acreditava historicamente. Mas pacientes com histórico de anafilaxia grave à penicilina devem sempre informar o médico, que avaliará o risco-benefício individualmente.
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Perguntas Frequentes
Cefalexina é um antibiótico para infecções por bactérias gram-positivas: infecções de pele e tecidos moles, infecções urinárias não complicadas e faringoamigdalite estreptocócica.
Não. Parar antes do prazo aumenta o risco de recidiva e seleção de bactérias resistentes. Sempre complete o tratamento prescrito.
Sim. Pode ser tomada com ou sem alimento. Tomar com alimento reduz a náusea sem prejudicar a absorção.
250 a 500 mg a cada 6 horas (4 vezes ao dia) ou 500 mg a cada 12 horas para infecções urinárias. A dose e a duração dependem da indicação e gravidade.
Com cuidado. A taxa de reatividade cruzada real é de aproximadamente 1%. Reações graves à penicilina contraindicam cefalexina. Sempre informar o médico sobre a alergia.
Não. Cefalexina não tem ação contra S. aureus resistente à meticilina (MRSA). Para suspeita de MRSA, outros antibióticos são necessários.
Pode. Como todos os antibióticos, altera a microbiota intestinal. O uso de probiótico durante o tratamento ajuda a minimizar esse efeito.
Cefalexina é cefalosporina de 1ª geração; amoxicilina é penicilina. Para infecções de pele, cefalexina é geralmente preferida pela maior estabilidade a penicilinases.
1. Bhavnani SM, Ambrose PG. Cephalexin PK/PD. Diagn Microbiol Infect Dis. 2005.
2. Zaghi I et al. Cross-reactivity penicillins and cephalosporins. J Allergy Clin Immunol Pract. 2021.
3. ANVISA. Bula cefalexina. anvisa.gov.br
4. Sociedade Brasileira de Infectologia. Uso racional de antibióticos. 2023.
5. Agamennone M et al. A practical overview on antibiotics. Antibiotics. 2021.
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