
Lorazepam: o que você precisa saber
- Para que serve: ansiedade aguda, insônia de curto prazo, sedação, status epilepticus
- Receita: B1, tarja preta com retenção
- Vantagem sobre diazepam: sem metabólito ativo acumulativo, mais seguro em idosos e hepatopatas
- Dependência: uso máximo 2 a 4 semanas
- Álcool: contraindicação absoluta
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QUIZ RÁPIDO
Qual é o seu perfil com o lorazepam?
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1. Para que você usa lorazepam?
O que é o lorazepam e como funciona
O lorazepam (Lorax e genéricos) é um benzodiazepínico de meia-vida intermediária. Age potencializando o receptor GABA-A, o mesmo mecanismo do diazepam e do clonazepam. A diferença está na farmacocinética: meia-vida de 10 a 20 horas e ausência de metabólitos ativos de longa duração.
O lorazepam é comercializado no Brasil como Lorax (marca mais comum). Em outros países é encontrado como Ativan. Genéricos estão disponíveis como lorazepam.
Enquanto o diazepam tem o metabólito desmetildiazepam com meia-vida de até 200 horas, o lorazepam é metabolizado diretamente a glucuronídeo inativo. Isso o torna mais previsível, especialmente relevante em idosos e pacientes com doença hepática ou renal.
Farmácia hospitalar, prescrição de lorazepam 1 mg para idoso de 78 anos com agitação pós-cirúrgica. O plantonista escolheu lorazepam em vez do diazepam exatamente pela ausência de acumulação. Mesmo assim, dose 50% menor que o padrão adulto. Em idosos a regra é sempre: start low, go slow.
Comparação entre benzodiazepínicos
| Medicamento | Meia-vida | Metabólito ativo | Melhor uso |
|---|---|---|---|
| Lorazepam | 10-20h | Não | Ansiedade aguda, sedação, idosos |
| Clonazepam | 18-50h | Sim (menor) | Pânico, epilepsia, uso contínuo |
| Diazepam | 20-70h | Sim (200h) | Espasmo muscular, abstinência |
| Alprazolam | 11-15h | Não | Ansiedade generalizada, pânico |
Ser “mais seguro que o diazepam” em idosos não significa isento de riscos. O lorazepam ainda aumenta risco de quedas e confusão. O status epilepticus é a única situação em que o risco-benefício justifica uso IV urgente mesmo em idosos. Para uso ambulatorial crônico, a regra vale para todos os benzodiazepínicos B1: menor dose, menor tempo, reavaliação periódica.
Status epilepticus, lorazepam IV é de primeira linha: no ambiente hospitalar, o lorazepam endovenoso (4 mg IV, repetível após 10 min) é o benzodiazepínico de escolha por farmacocinética favorável e eficácia comprovada em ensaios clínicos. Uso restrito ao ambiente hospitalar com monitorização.
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Perguntas Frequentes
Sim. Como todos os benzodiazepínicos, tem alto potencial de dependência com uso prolongado. Uso máximo recomendado: 2 a 4 semanas.
Lorazepam tem meia-vida mais curta (10-20h) e onset mais rápido, preferido para ansiedade aguda. Clonazepam (18-50h) é preferido para uso contínuo em pânico e epilepsia.
Lorazepam não tem metabólito ativo acumulativo como o diazepam (que tem metabólito de até 200h). Por isso é mais seguro em idosos e hepatopatas.
Adultos: 0,5 a 2 mg, 2 a 3 vezes ao dia. Para sedação pré-procedimento: 2 a 4 mg IM ou IV. Sempre individualizado pelo médico.
Não, especialmente após uso prolongado. A abstinência pode causar convulsão e delirium, potencialmente fatal. Redução gradual de 10% a cada 1 a 2 semanas.
Com cuidado. Embora mais seguro que o diazepam em idosos, ainda está nos Critérios de Beers. Aumenta risco de quedas, sedação e confusão mental.
Não. Contraindicação absoluta. Potencializa a depressão do SNC e pode causar apneia e parada respiratória.
Status epilepticus (IV/IM), sedação pré-procedimentos, abstinência alcoólica grave e agitação psicomotora aguda em ambiente hospitalar.
1. Greenblatt DJ. Pharmacology of benzodiazepine hypnotics. J Clin Psychiatry. 1992.
2. Riss J et al. Benzodiazepines in epilepsy. Drugs. 2008.
3. ANVISA. Bula lorazepam. anvisa.gov.br
4. Portaria SVS/MS 344/1998, Lista B1.
5. American Geriatrics Society Beers Criteria. JAGS. 2023.
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