
Para que serve o chá de picão preto?
O picão preto (Bidens pilosa) está no RENISUS e tem ação anti-inflamatória, hepatoprotetora, antidiabética e antimicrobiana com respaldo científico crescente. É uma das plantas brasileiras com mais estudos publicados nas últimas décadas. O uso popular como “depurativo do sangue” e para fígado encontra base em mecanismos moleculares elucidados.
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Suplementos e fitoterápicos selecionados por Wagner Fernandes, CRF-RO 4509.Ver Loja FarmaCertoO que os estudos mostram
Evidência científica por indicação
Como preparar o chá de picão preto
Preparo correto
- Gestantes: sem dados de segurança. Evitar durante a gestação.
- Diabéticos em uso de insulina ou hipoglicemiantes: efeito hipoglicemiante pode somar com os medicamentos e causar hipoglicemia. Monitore a glicemia.
- Usuários de anticoagulantes: possível interação via efeito antiagregante.
Perguntas frequentes
Anti-inflamatório, hepatoprotetor, antidiabético e antimicrobiano. Está no RENISUS do Ministério da Saúde. Uma das plantas medicinais brasileiras com maior volume de estudos científicos publicados.
Sim. Estudos em animais mostraram redução de enzimas hepáticas (TGO e TGP) com extrato de picão preto. O efeito hepatoprotetor é um dos mais documentados da planta. Estudos clínicos em humanos ainda são preliminares.
Infusão: 10g de planta fresca ou 2g de planta seca em 150ml de água fervente, tampado por 10 minutos. 2 a 3 xícaras ao dia. Máximo 4 semanas.
Com cautela. O picão preto tem efeito hipoglicemiante documentado em animais. Se você usa insulina ou hipoglicemiantes orais, monitore a glicemia de perto. O efeito pode somar e causar hipoglicemia.
Sim, se você tiver certeza de que não foi pulverizado com pesticidas. Lave bem toda a planta antes de preparar o chá. Certifique-se da identificação correta da planta: folhas opostas, flores amarelas com frutos que grudam.
São plantas diferentes. O picão preto é a Bidens pilosa, com flores amarelas e frutos escuros que grudam. O picão branco (Galinsoga parviflora) é menos estudado medicinalmente. A maioria dos estudos científicos é com o picão preto.
Tem atividade in vitro contra Plasmodium falciparum documentada em múltiplos estudos. Não substitui o tratamento farmacológico da malária. Pesquisa como complemento terapêutico ainda em andamento.
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ANVISA. Memento Fitoterápico, 2016 · Ministério da Saúde. RENISUS · ANVISA. Formulário de Fitoterápicos 3ª ed., 2026 · Gadelha CS et al. Fitoterapia popular. Revista Verde/UFCG, 2013 · Pereira RL et al. Bidens pilosa: revisão de atividades farmacológicas. Phytochem Rev, 2018
Não substitui avaliação médica ou farmacêutica individualizada.