Quais os principais sintomas de TDAH?
Os sintomas de TDAH se dividem em dois grupos pelo DSM-5: desatenção (9 sintomas) e hiperatividade e impulsividade (9 sintomas). Para diagnóstico em adultos são necessários pelo menos 5 de cada grupo, presentes há mais de 6 meses, em pelo menos dois ambientes e causando prejuízo real. Se você quer avaliar seus próprios sintomas agora, faça o teste gratuito de rastreamento.
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O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) lista 9 sintomas de desatenção e 9 de hiperatividade e impulsividade. Veja a lista completa:
🧠 9 Sintomas de Desatenção
⚡ 9 Sintomas de Hiperatividade e Impulsividade
Como esses sintomas aparecem em adultos na prática
Os sintomas do DSM-5 foram originalmente descritos a partir de observações em crianças. No adulto, eles se manifestam de forma diferente. A hiperatividade motora visível na criança se internaliza no adulto. Veja como cada grupo de sintomas se traduz na vida adulta real:
Sintomas de TDAH em adultos: a realidade do dia a dia
TDAH em homens e mulheres: por que o diagnóstico feminino demora mais
🔵 TDAH em homens
- Hiperatividade motora mais visível
- Comportamento disruptivo na infância
- Diagnóstico geralmente mais cedo
- Impulsividade mais explícita
- Conflitos frequentes com regras e autoridade
- Sintomas mais fáceis de identificar pelo entorno
🔴 TDAH em mulheres
- Desatenção predomina sobre hiperatividade
- Sintomas internalizados: devaneio e deveria
- Frequentemente confundido com ansiedade
- Diagnóstico geralmente tardio (30, 40 anos)
- Compensação por perfeccionismo e esforço extra
- Alta frequência de diagnóstico errado de depressão
Essa diferença de apresentação entre gêneros é um dos motivos pelos quais mulheres com TDAH chegam mais tarde ao diagnóstico. Os sintomas são igualmente reais e igualmente impactantes, mas menos visíveis, o que leva ao subdiagnóstico. Para entender como saber se você tem TDAH e os critérios formais de diagnóstico, veja o artigo completo sobre o tema.
TDAH, ansiedade e depressão: como diferenciar pelos sintomas
| Sintoma | TDAH | Ansiedade | Depressão |
|---|---|---|---|
| Desatenção | Constante, desde infância, independe de preocupações | Presente quando ansioso, por preocupações | Presente pelo cansaço e falta de motivação |
| Procrastinação | Tarefas sem estímulo imediato são evitadas | Tarefas temidas são evitadas | Tudo é evitado por falta de energia |
| Inquietação | Interna, constante, difusa | Física e mental, relacionada a medos específicos | Geralmente ausente, pode haver agitação intensa |
| Sono | Dificuldade de adormecer, mente acelerada | Insônia por preocupações | Hipersônia ou insônia |
| Hiperfoco | Presente em atividades de interesse | Ausente | Ausente |
| Desde quando | Desde a infância (antes dos 12 anos) | Qualquer fase da vida | Qualquer fase da vida |
Um detalhe que faz toda a diferença no consultório: o hiperfoco. Quando uma pessoa me diz que consegue ficar 6 horas absorta em algo que ama, mas não consegue ler 3 páginas de um contrato de trabalho, isso fala muito. Na ansiedade e na depressão, o problema de concentração é mais global: a pessoa fica comprometida em tudo. No TDAH, o problema é de regulação da atenção: ela funciona muito bem no que é estimulante e muito mal no que é obrigatório. Esse padrão é um dos indicadores mais confiáveis que tenho na avaliação clínica.
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Dois grupos pelo DSM-5: desatenção (dificuldade de foco, erros por descuido, não terminar tarefas, esquecimento frequente, perder objetos) e hiperatividade e impulsividade (inquietação, falar demais, interromper, dificuldade de esperar, responder antes da pergunta terminar). Em adultos são necessários 5 de cada grupo para diagnóstico.
A hiperatividade motora da criança se internaliza. No adulto aparece como: procrastinação crônica, dificuldade de terminar projetos, hiperfoco em atividades de interesse, sensação interna de estar sempre ligado, impulsividade em decisões e reações emocionais intensas e rápidas.
Não. Em homens a hiperatividade e impulsividade são mais visíveis. Em mulheres a desatenção predomina, os sintomas são internalizados e frequentemente confundidos com ansiedade, o que leva ao diagnóstico mais tardio.
Sim. O hiperfoco, capacidade de concentração intensa e prolongada em atividades de interesse, parece contraditório em quem tem dificuldade de atenção, mas faz parte do TDAH. O problema não é a capacidade de foco, é a regulação dele: funciona bem no que é estimulante e muito mal no que é obrigatório.
Em adultos, pelo DSM-5, são necessários pelo menos 5 sintomas de desatenção e/ou 5 de hiperatividade e impulsividade, presentes há pelo menos 6 meses, em dois ou mais ambientes, causando prejuízo real e com início antes dos 12 anos.
Sim. Cerca de 50% das pessoas com TDAH também têm ansiedade. É uma das comorbidades mais comuns. A avaliação neuropsicológica diferencia os quadros e identifica quando há sobreposição, o que é essencial para o tratamento correto.
Os sintomas começam na infância, mas mudam de forma ao longo da vida. A hiperatividade motora tende a diminuir. A desatenção e a impulsividade costumam persistir. Muitos adultos recebem o diagnóstico pela primeira vez depois dos 30 anos, quando os sintomas se tornam mais impactantes nas responsabilidades da vida adulta.
Cluster TDAH no FarmaCerto
1. American Psychiatric Association. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5ª ed, 2013.
2. Conselho Federal de Psicologia. Avaliação neuropsicológica do TDAH em adultos. cfp.org.br, 2024.
3. Ministério da Saúde. TDAH: diagnóstico e tratamento. gov.br/saude, 2024.
FarmaCerto · TDAH
Informação técnica com revisão de neuropsicóloga.
Revisado por Thays Gomes Gama, CRP 24/03693. Ji-Paraná, Rondônia.
Não substitui avaliação psicológica ou neuropsicológica individualizada.