
Polilaminina hoje, direto ao ponto
A polilaminina ainda não é um medicamento aprovado: a Anvisa autorizou somente um estudo de fase 1, com cinco voluntários, para confirmar a segurança em pessoas com lesão aguda e completa da medula espinhal. Em 18 de setembro de 2026, o Ministério da Saúde mobilizou o SAMU 192 de São Paulo para encaminhar candidatos ao Hospital das Clínicas da USP.
- Fase atual: fase 1, focada em segurança, autorizada pela Anvisa em 5 de janeiro de 2026.
- Quem entra: adultos de 18 a 72 anos, lesão completa entre T2 e T10, há menos de 72 horas, com indicação de cirurgia.
- Onde: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com apoio do SAMU 192 de São Paulo.
- Acompanhamento: seis meses depois da aplicação.
- Venda: não existe. Não há polilaminina registrada em farmácia.
O que o Ministério da Saúde anunciou sobre a polilaminina?
O Ministério da Saúde anunciou que o SAMU 192 de São Paulo vai ajudar a encontrar os voluntários do estudo. Em reunião de 18 de setembro de 2026, ficou definido que o serviço adaptará o protocolo de atendimento e treinará as equipes para reconhecer, ainda no socorro, quem atende aos critérios da pesquisa e levar esse paciente ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, segundo a nota oficial do Ministério da Saúde. A previsão divulgada era de início dos ensaios em 24 de setembro.
A razão é o relógio. O protocolo só aceita lesões com menos de 72 horas, então a identificação precisa acontecer no primeiro atendimento. Em qualquer trauma grave, o caminho é acionar o 192, e vale conhecer o básico de primeiros socorros para saber como agir até a equipe chegar.
O que é a polilaminina?
A polilaminina é um medicamento experimental desenvolvido a partir da laminina, uma proteína que o próprio corpo humano produz e que participa da estrutura das células e da regeneração do tecido nervoso, de acordo com o Ministério da Saúde. No estudo autorizado, a Anvisa informa que será usada laminina extraída de placenta humana, em solução injetável na concentração de 100 microgramas por mL.
A pesquisa é conduzida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderados pela professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália, que patrocina o estudo. É mais um caso de desenvolvimento feito no país, assim como o acordo para produzir imunoglobulina no Brasil.
Quem pode participar do estudo com polilaminina?
Podem participar apenas pessoas que se encaixem em todos os critérios do protocolo aprovado. A tabela resume o que a Anvisa e o Ministério da Saúde divulgaram.
| Critério | O que o protocolo exige |
|---|---|
| Número de voluntários | Cinco, nesta etapa |
| Idade | 18 a 72 anos |
| Tipo de lesão | Aguda e completa da medula espinhal torácica |
| Localização | Entre as vértebras T2 e T10 |
| Tempo desde o trauma | Menos de 72 horas |
| Cirurgia | Precisa ter indicação cirúrgica |
| Acompanhamento | Seis meses após a aplicação |
A polilaminina já está aprovada pela Anvisa?
Não. O que a Anvisa autorizou, em 5 de janeiro de 2026, foi a pesquisa clínica, e não o medicamento. A agência deixou claro que a fase 1 serve para avaliar segurança e que o estudo, neste momento, ainda é insuficiente para avaliar a eficácia. O avanço para as fases 2 e 3 depende dos primeiros resultados. A Anvisa também registrou que o mecanismo de ação da polilaminina no trauma de medula ainda não está totalmente esclarecido.
Esse é o caminho normal de qualquer remédio novo. O Aquipta, para prevenir enxaqueca, e o arpraziquantel, para esquistossomose em crianças, passaram por estudos clínicos antes de receber registro.
| Etapa | O que responde | Situação da polilaminina |
|---|---|---|
| Fase 1 | O uso é seguro em poucas pessoas? | Autorizada, em andamento |
| Fases 2 e 3 | Funciona? Em que dose? Em quantas pessoas? | Dependem dos resultados da fase 1 |
| Registro na Anvisa | Pode ser vendido e usado no país? | Ainda não existe |
Dá para comprar polilaminina?
Não dá. Sem registro, a polilaminina não pode ser fabricada para venda, receitada para compra em farmácia nem importada como medicamento comum. O uso previsto é o da pesquisa, em hospital, com acompanhamento de seis meses. Se encontrar anúncio de venda, o correto é denunciar, do mesmo jeito que se faz com qualquer suspeita envolvendo medicamento, como explico no texto sobre como notificar problemas à Anvisa.
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Perguntas frequentes
Fontes: Ministério da Saúde, “Ministério da Saúde mobiliza SAMU 192 para treinar equipes e apoiar estudo clínico com polilaminina”, 18 de setembro de 2026. Anvisa, “Anvisa autoriza pesquisa clínica para avaliar a segurança do uso da polilaminina em humanos”, 5 de janeiro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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