
Doença renal crônica no SUS, direto ao ponto
Desde 17 de setembro de 2026, o SUS passou a organizar o cuidado da doença renal crônica em Ofertas de Cuidado Integrado, que juntam consultas, exames e procedimentos em um só pacote, com valores de 263% a 360% maiores que os anteriores, segundo o Ministério da Saúde. A porta de entrada continua sendo a Unidade Básica de Saúde.
- O que mudou: consultas, exames de laboratório e de imagem e acompanhamento multiprofissional passam a ser pagos juntos.
- Exemplo de valor: a preparação para hemodiálise foi de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.
- Quem tem mais risco: pessoas com diabetes, pressão alta, obesidade, mais idade, tabagismo ou parente com a doença.
- Como descobrir: exame de sangue para estimar a filtração dos rins e exame de urina.
- Onde começar: na Unidade Básica de Saúde.
O que muda no atendimento da doença renal crônica no SUS?
Muda a forma de organizar e pagar o cuidado. Em vez de cada consulta e cada exame serem tratados em separado, as Ofertas de Cuidado Integrado reúnem em um único percurso as consultas especializadas, os exames laboratoriais e de imagem, o acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos, dentro do programa Agora Tem Especialistas, conforme a nota do Ministério da Saúde de 17 de setembro de 2026.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, explicou que a pessoa com doença renal não precisa só de uma consulta com o nefrologista: precisa de avaliação, exames, acompanhamento e definição da conduta, e que etapas desconectadas obrigam o paciente a peregrinar pela rede.
| Medida anunciada | O que o Ministério da Saúde informou |
|---|---|
| Ofertas de Cuidado Integrado | Consultas, exames e procedimentos em um só pacote |
| Reajuste dos valores | De 263% a 360% acima do que era pago |
| Preparação para hemodiálise | De R$ 940,22 para R$ 3.000,63 |
| Anemia na doença renal | Protocolo clínico atualizado, com carboximaltose férrica e derisomaltose férrica |
| Serviços habilitados | 62 habilitações entre janeiro de 2025 e agosto de 2026 |
| Transporte para diálise | 963 veículos disponibilizados |
O que é doença renal crônica?
Doença renal crônica é a redução da função dos rins que se mantém por pelo menos três meses. Os rins filtram o sangue, eliminam toxinas, produzem hormônios e ajudam a controlar a pressão arterial. Segundo a página do Ministério da Saúde sobre a doença, ela evolui de forma silenciosa, em geral sem sinais aparentes, e por isso muita gente descobre tarde.
Quem tem mais risco de doença renal crônica?
O risco é maior em quem tem diabetes ou pressão alta. A lista oficial de fatores de risco inclui:
- Diabetes tipo 1 ou tipo 2.
- Hipertensão, com pressão acima de 140 por 90 mmHg.
- Idade avançada.
- Obesidade, com IMC acima de 30 kg/m².
- Doença coronariana, AVC ou insuficiência cardíaca.
- Parente com doença renal crônica.
- Tabagismo.
- Uso de medicamentos nefrotóxicos, ou seja, que agridem os rins.
Para saber se o peso entra na faixa de risco, use a calculadora de IMC. Quem trata diabetes precisa manter o remédio em dia e conhecer os cuidados com ele, como os que descrevo em metformina e álcool. Na pressão alta, chá não substitui tratamento, e mostro o que tem evidência em chá para pressão alta.
Como é feito o diagnóstico e quais são os estágios?
O diagnóstico é feito pela taxa de filtração glomerular, a TFG, somada a exames de urina e de imagem. TFG abaixo de 60 mL/min/1,73 m² por três meses seguidos confirma a doença, de acordo com o Ministério da Saúde.
| Estágio | TFG (mL/min/1,73 m²) | Situação |
|---|---|---|
| 1 | 90 ou mais | Com proteína ou sangue na urina, ou alteração em exame de imagem |
| 2 | 60 a 89 | Redução leve |
| 3a | 45 a 59 | Redução leve a moderada |
| 3b | 30 a 44 | Redução moderada a grave |
| 4 | 15 a 29 | Redução grave |
| 5 | Abaixo de 15 | Não dialítico ou em terapia renal substitutiva |
Nos estágios 1 a 3, o tratamento é conservador: controlar os fatores de risco para preservar os rins. Nos estágios 4 e 5 sem diálise, começa o preparo para a terapia renal. No estágio 5 com diálise, o SUS oferece hemodiálise em três sessões por semana, diálise peritoneal feita em casa todos os dias e transplante renal.
Quais remédios e suplementos pedem cuidado com os rins?
O Ministério da Saúde inclui o uso de medicamentos nefrotóxicos entre os fatores de risco, por isso a revisão dos remédios em uso faz parte do cuidado. Uma dúvida frequente é a mistura de remédio de pressão com anti-inflamatório, que detalho em losartana e ibuprofeno. Entre os suplementos, a pergunta mais comum é se creatina faz mal para os rins. E quem usa caneta para diabetes ou obesidade encontra a parte renal em pedra no rim e Mounjaro.
Como proteger os rins?
A prevenção está ligada ao estilo de vida. O Ministério da Saúde recomenda:
- Controlar diabetes, hipertensão e obesidade.
- Não fumar.
- Tratar doenças cardiovasculares.
- Reduzir o consumo de sal.
- Aumentar a atividade física.
- Comer mais frutas e hortaliças.
Ver o guia completo de emagrecimento
Perguntas frequentes
Fontes: Ministério da Saúde, “Ministério da Saúde qualifica assistência para prevenir progressão da doença renal”, 17 de setembro de 2026. Ministério da Saúde, Saúde de A a Z: Doença Renal Crônica, consultado em 4 de outubro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.
Descubra mais sobre FarmaCerto
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.