Vacina da Pólio em 2026: Esquema da VIP, Reforço aos 4 Anos e o Fim da Gotinha

Wagner Fernandes, farmacêutico CRF-RO 4509
Wagner FernandesFarmacêutico · CRF-RO 4509Revisado clinicamente em outubro de 2026

Vacina da pólio em 2026, direto ao ponto

A vacina contra a poliomielite no SUS é só injetável desde novembro de 2024: a VIP é aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e um segundo reforço aos 4 anos, segundo a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026. A gotinha saiu da rotina.

  1. Doses: 2, 4 e 6 meses
  2. Reforços: 15 meses e 4 anos
  3. Idade limite para completar: 4 anos, 11 meses e 29 dias
  4. Atrasou? Não recomeça, completa com intervalo de 60 dias

Por que falar de pólio agora?

O 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, e a data chega logo depois do Dia Nacional da Vacinação, quando o Ministério da Saúde lembrou, em 16/10/2026, a inclusão de uma segunda dose de reforço da VIP aos 4 anos entre as mudanças recentes do calendário. Segundo a página oficial sobre a poliomielite, a cobertura vacinal está abaixo da meta de 95% desde 2016, e o vírus selvagem continua endêmico no Afeganistão e no Paquistão. Enquanto ele circular em algum lugar, criança sem vacina é criança exposta.

Qual é o esquema da vacina da pólio no SUS?

IdadeDoseVacina
2 meses1ª doseVIP (injetável)
4 meses2ª doseVIP (injetável)
6 meses3ª doseVIP (injetável)
15 meses1º reforçoVIP (injetável)
4 anos2º reforçoVIP (injetável)

O esquema acima está na Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026, que também fixa os intervalos mínimos: 6 meses entre a 3ª dose e o 1º reforço, e 6 meses entre o 1º e o 2º reforço. Para conferir de uma vez todas as vacinas previstas para a idade do seu filho, use o verificador de calendário vacinal indicado mais abaixo.

Orientação do farmacêuticoSe estivesse no balcão com você agora, eu diria exatamente isso: abra a caderneta, procure a linha da poliomielite e conte as doses. Com 4 anos completos e só quatro registros, falta o segundo reforço. Leve a caderneta à unidade e peça para conferir junto as outras vacinas da idade.

Por que a gotinha foi substituída pela vacina injetável?

Desde 4 de novembro de 2024, o esquema usa exclusivamente a VIP, mudança que segue a orientação da Organização Mundial da Saúde e faz parte do plano de erradicação mundial, informa o Ministério da Saúde. A mesma página registra que vários países tiveram casos causados por vírus derivado da vacina. A VIP, como o próprio nome diz, é feita com vírus inativado.

Meu filho atrasou a vacina da pólio. E agora?

Não precisa recomeçar. Pela regra do calendário de 2026, o esquema incompleto é completado com intervalo de 60 dias entre as doses (mínimo de 30 dias em situações excepcionais), respeitando depois os 6 meses até cada reforço. O limite para iniciar ou completar é 4 anos, 11 meses e 29 dias, então a família que perceber o atraso perto dos 5 anos deve ir à unidade logo. Confira o histórico na Caderneta Digital da Criança, no Meu SUS Digital.

Quer saber quais vacinas seu filho já deveria ter tomado até agora?

Verificar o calendário vacinal

Quais são os sintomas da poliomielite?

Muitas pessoas infectadas não têm sintomas. Quando aparecem, os mais frequentes são febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, prisão de ventre, espasmos, rigidez na nuca e meningite, segundo a página de sintomas do Ministério da Saúde. Na forma paralítica, surge fraqueza súbita com febre, geralmente em uma das pernas, com músculo flácido e reflexos diminuídos. A paralisia que persiste depois de 60 dias é sequela.

Não existe tratamento específico: o paciente é internado e tratado conforme os sintomas, e as sequelas, como diferença no tamanho das pernas e problemas nas articulações, não têm cura, informa o Ministério da Saúde. A transmissão acontece pelo contato com fezes ou secreções da boca de pessoas infectadas, o que explica o peso do saneamento e da higiene.

ImportanteA vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Lavar as mãos, cuidar do preparo dos alimentos e beber água tratada reduzem o risco, mas não substituem as doses do calendário.
Orientação do farmacêuticoSe a criança tiver febre ou dor depois de qualquer vacina e você pensar em antitérmico, lembre que a dose infantil depende do peso atual da criança; confira no nosso guia pediátrico de medicamentos e não use a dose de um irmão mais velho.

Outras vacinas para conferir junto

A ida à unidade para o reforço da pólio é uma boa chance de revisar a caderneta inteira. O Ministério da Saúde reforçou em 2026 a vacinação contra o sarampo em bebês, e adolescentes de 15 a 19 anos ainda podem receber a dose única da vacina do HPV até 31 de dezembro. Para os adultos da casa, o histórico de doses fica na carteira de vacinação digital.

Perguntas Frequentes

Não na rotina. Desde 4 de novembro de 2024, o Brasil usa exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável, seguindo a orientação da Organização Mundial da Saúde para a erradicação mundial da doença.
Três doses da VIP aos 2, 4 e 6 meses de idade, um primeiro reforço aos 15 meses e um segundo reforço aos 4 anos, conforme a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026.
Pelo calendário de 2026, sim: está previsto um segundo reforço aos 4 anos, com intervalo mínimo de 6 meses depois do primeiro. Leve a caderneta à Unidade Básica de Saúde para a equipe confirmar a dose no caso do seu filho.
Até 4 anos, 11 meses e 29 dias para iniciar ou completar o esquema. Depois dos 5 anos, a VIP fica indicada para viajantes internacionais que vão para áreas com recomendação de vacinação contra a pólio.
Não. O esquema incompleto é completado com intervalo de 60 dias entre as doses, e mínimo de 30 dias em situações excepcionais, sem reiniciar o que já foi aplicado.
Sim. A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma infecção causada pelo poliovírus que, nos casos graves, provoca paralisia, geralmente nas pernas. As sequelas não têm cura.
Sim. O vírus selvagem continua endêmico no Afeganistão e no Paquistão, e vários países registraram casos por vírus derivado da vacina. No Brasil, não há circulação do poliovírus selvagem desde 1990.
A vacinação de rotina é para menores de 5 anos. Adultos que vão viajar para áreas com circulação do poliovírus devem seguir a orientação do Ministério da Saúde para viajantes e procurar uma unidade de saúde antes da viagem.

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