Colágeno: Para Que Serve, Tipos e Como Escolher o Seu

Colágeno: Para Que Serve, Tipos e Como Escolher o Seu

Por Wagner Fernandes, CRF-RO 4509 · Junho de 2026

Beleza · Suplementos
Wagner Fernandes, Farmacêutico CRF-RO 4509
Wagner Fernandes · CRF-RO 4509 Fundador FarmaCerto · Empresário · Farmacêutico RT

Colágeno: o que você precisa saber

  • O que é: a proteína estrutural mais abundante do corpo, presente na pele, ossos, cartilagens e tendões
  • Produção natural cai com a idade: a partir dos 25 anos, perdemos cerca de 1% de colágeno por ano
  • Tipo I: pele, cabelo, unhas. O mais buscado para estética
  • Tipo II: cartilagens e articulações. Indicado para dor articular e osteoartrite
  • Funciona melhor com vitamina C, essencial para a síntese de colágeno pelo organismo, e com uso contínuo de pelo menos 8 a 12 semanas
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O que é o colágeno e por que ele diminui com a idade

O colágeno é uma proteína estrutural produzida naturalmente pelo corpo, responsável por dar sustentação à pele, força aos ossos, flexibilidade às cartilagens e resistência aos tendões. É a proteína mais abundante do organismo humano, representando cerca de 30% de toda a proteína corporal.

A produção de colágeno é máxima na juventude e começa a declinar de forma constante a partir dos 25 anos, numa taxa aproximada de 1% ao ano. Esse declínio se acelera após a menopausa nas mulheres, devido à queda do estrogênio, hormônio que estimula a produção de colágeno na pele.

A curva natural de declínio do colágeno

Aos 25 anos: produção máxima. Aos 40 anos: redução de aproximadamente 15%. Aos 60 anos: redução de aproximadamente 35%. Esse declínio se manifesta como perda de firmeza da pele, rugas, cabelo mais fino e maior sensibilidade articular.

Os principais tipos de colágeno

Tipo I
O mais abundante do corpo. Pele, ossos, tendões, vasos sanguíneos. Mais indicado para benefícios estéticos: firmeza, elasticidade, hidratação da pele.
Tipo II
Encontrado nas cartilagens e articulações. Indicado para dor articular, osteoartrite e suporte das juntas.
Tipo III
Presente junto ao tipo I na pele, vasos sanguíneos e órgãos internos. Trabalha em conjunto com o tipo I na elasticidade da pele.

O que a suplementação de colágeno pode oferecer

Benefícios documentados em estudos clínicos

Elasticidade e hidratação da pele: peptídeos bioativos de colágeno demonstraram melhora na elasticidade cutânea em estudos com uso contínuo de 8 a 12 semanas.
Fortalecimento de cabelo e unhas: os aminoácidos do colágeno (glicina, prolina, hidroxiprolina) são precursores da queratina, proteína estrutural de cabelo e unhas.
Suporte articular: o colágeno tipo II não desnaturado demonstrou redução de dor articular em pessoas com osteoartrite em estudos clínicos.
Densidade óssea: peptídeos de colágeno combinados com cálcio e vitamina D mostraram benefício na manutenção da densidade óssea em mulheres na pós-menopausa.
O papel essencial da vitamina C: o corpo precisa de vitamina C para sintetizar colágeno a partir dos aminoácidos ingeridos. Suplementos que combinam colágeno com vitamina C na fórmula tendem a ter melhor resultado do que colágeno isolado.
Do farmacêutico Wagner

A pergunta mais comum no balcão sobre colágeno é “em quanto tempo eu vejo resultado?”. A resposta honesta é: não é da noite para o dia. Os estudos que mostram benefício real usam no mínimo 8 a 12 semanas de uso contínuo. Quem espera resultado em uma semana vai se frustrar e desistir antes do colágeno fazer efeito. Consistência é mais importante que a marca escolhida.

Perguntas frequentes

É a proteína estrutural mais abundante do corpo, presente na pele, cartilagens, ossos e tendões. A suplementação é usada para melhorar elasticidade da pele, fortalecer cabelo e unhas, e dar suporte às articulações.

O tipo I é mais indicado para pele, cabelo e unhas. O tipo II é encontrado nas cartilagens, mais indicado para quem tem dor articular ou osteoartrite.

Estudos mostram melhora de elasticidade da pele e redução de dor articular com peptídeos bioativos de colágeno hidrolisado. O efeito é mais consistente combinado com vitamina C e com uso contínuo de pelo menos 8 a 12 semanas.

A produção natural começa a declinar a partir dos 25 anos. Muitas pessoas iniciam a suplementação entre os 30 e 40 anos como prevenção, mas não há uma idade obrigatória: depende do objetivo individual.

É o componente estrutural predominante da cartilagem articular. Diferente do tipo I (pele, ossos), o tipo II é indicado especificamente para suporte e saúde das articulações: osteoartrite, desgaste articular e dores nas juntas.

Em geral, sim. O colágeno hidrolisado é proteína de fácil digestão e não é irritante gástrico. Pessoas com gastrite costumam tolerar bem, especialmente diluído em água ou sucos não ácidos. Quem tem gastrite ativa deve consultar médico ou farmacêutico antes.

Os estudos com maior evidência usam colágeno tipo II não desnaturado (UC-II) em doses baixas (40mg ao dia) ou colágeno hidrolisado tipo II em doses maiores. O UC-II atua por mecanismo imunomodulador, o hidrolisado fornece os blocos construtores da cartilagem.

Referências:
1. ANVISA. RDC 240/2018, Regulamento técnico de suplementos alimentares. anvisa.gov.br.
2. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Colágeno e envelhecimento cutâneo. sbd.org.br, 2023.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação de dermatologista ou nutricionista.

Conteúdo escrito por Wagner Fernandes, Farmacêutico CRF-RO 4509. Ji-Paraná, Rondônia.

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