Veoza: ANVISA Aprova Primeiro Remédio Sem Hormônio para Fogachos da Menopausa

Veoza: ANVISA Aprova Primeiro Remédio Sem Hormônio para Fogachos da Menopausa

Por Wagner Fernandes, CRF-RO 4509 · 29 de junho de 2026

Novo Medicamento · 29/06/2026
Wagner Fernandes, Farmacêutico CRF-RO 4509
Wagner Fernandes · CRF-RO 4509 Fundador FarmaCerto · Empresário · Farmacêutico RT

O que aconteceu

A ANVISA aprovou o Veoza (fezolinetante), o primeiro medicamento não hormonal aprovado especificamente para fogachos moderados a graves na menopausa. A aprovação representa uma alternativa para mulheres que não podem ou não querem usar terapia de reposição hormonal (TRH). A notícia foi reportada pela CNN Brasil em 24 de junho de 2026.

Como o Veoza funciona

O mecanismo farmacológico do fezolinetante Os fogachos da menopausa são causados pela hiperatividade de neurônios KNDy no hipotálamo, a região do cérebro que regula a temperatura corporal. Com a queda do estrogênio na menopausa, esses neurônios ficam hiperativados e liberam neuroquinina B em excesso, que aciona o receptor NK3 e dispara o mecanismo de fogacho: vasodilatação periférica, suor e sensação intensa de calor. O fezolinetante é um antagonista seletivo do receptor NK3: bloqueia esse receptor nos neurônios KNDy, reduzindo a frequência e a intensidade dos fogachos sem usar hormônios.

Conteúdo informativo. O Veoza exige prescrição médica e avaliação individualizada.

Veoza vs terapia de reposição hormonal: qual escolher

CaracterísticaVeoza (fezolinetante)TRH (estrogênio)
MecanismoAntagonista NK3, sem hormônioReposição de estrogênio
Eficácia para fogachosModerada a boaAlta
Outros sintomas da menopausaNão trataTrata (vagina, ossos, humor)
Indicada para ca de mamaPode ser usada (avaliar com oncologista)Contraindicada na maioria dos casos
Contraindicação a hormônioOpção válidaContraindicada
PrescriçãoSim, médicaSim, médica
Para quem o Veoza é especialmente relevante: mulheres com histórico de câncer de mama hormônio-dependente que têm fogachos intensos e não podem usar TRH. Antes do Veoza, as opções não hormonais eram adaptadas de outras indicações (antidepressivos, anticonvulsivantes) com eficácia variável. O Veoza é o primeiro desenvolvido especificamente para essa indicação.
Veoza não substitui a consulta ginecológica. O tratamento da menopausa é individualizado. A decisão entre Veoza e TRH depende do histórico médico, sintomas e preferências da paciente. Procure ginecologista para avaliação completa.
Do farmacêutico Wagner

A aprovação do Veoza pela ANVISA é uma boa notícia especialmente para as mulheres com histórico de câncer de mama, que sofriam com fogachos sem ter opções farmacológicas específicas. Não é uma solução para todos os sintomas da menopausa, e não compete com a TRH em mulheres sem contraindicação. Mas preenche uma lacuna real para um grupo de pacientes que não tinha opção adequada até agora.

Perguntas frequentes

Veoza é o nome comercial do fezolinetante, antagonista do receptor NK3. Bloqueia os neurônios hipotalâmicos que disparam os fogachos em resposta à queda de estrogênio na menopausa. É o primeiro medicamento não hormonal aprovado especificamente para fogachos.

São opções diferentes. A TRH tem eficácia maior para fogachos e trata outros sintomas da menopausa. O Veoza é indicado para quem não pode ou não quer usar hormônios, especialmente mulheres com histórico de câncer de mama hormônio-dependente.

Mulheres com fogachos moderados a graves que não podem ou preferem não usar terapia hormonal. Requer prescrição médica e avaliação individualizada, especialmente para mulheres com histórico oncológico.

Com a aprovação da ANVISA, o fabricante pode comercializar no Brasil. A disponibilidade nas farmácias depende do cronograma de lançamento da empresa. Consulte seu ginecologista para saber quando estará disponível na sua região.

Referências:
1. CNN Brasil. Menopausa: entenda como funciona remédio sem hormônio aprovado pela Anvisa. cnnbrasil.com.br, 24 de junho de 2026.
2. ANVISA. Registro de medicamentos. anvisa.gov.br, 2026.

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica ou ginecológica individualizada.

Conteúdo escrito por Wagner Fernandes, Farmacêutico CRF-RO 4509. Ji-Paraná, Rondônia.

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