
Bolsa de colostomia pelo SUS, direto ao ponto
O SUS fornece de graça a bolsa de colostomia, ileostomia e urostomia: basta procurar a unidade básica de saúde ou a Secretaria Municipal de Saúde, que encaminha ao serviço de referência para pessoas ostomizadas, criado pela Portaria SAS/MS nº 400/2009, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
- Peça o encaminhamento na unidade básica ou na Secretaria Municipal de Saúde
- Leve documentos, comprovante de alta e laudo com o tipo de cirurgia e o CID
- O serviço cadastra, indica a bolsa certa e ensina o autocuidado
- Ostomia é deficiência física pelo Decreto nº 5.296/2004
- Sangramento contínuo e abundante pelo estoma: hospital na hora
O que é ostomia e quais são os tipos?
Ostomia, ou estomia, é uma abertura feita por cirurgia no abdômen para que parte do intestino ou da via urinária saia para fora do corpo e elimine fezes ou urina numa bolsa coletora. Pode ser temporária ou definitiva, segundo a página de pessoas ostomizadas da Secretaria de Saúde de Minas Gerais.
| Tipo | De onde é feita | O que elimina |
|---|---|---|
| Colostomia | Intestino grosso (cólon) | Fezes de consistência normal ou levemente pastosa; é o tipo mais comum |
| Ileostomia | Intestino delgado (íleo) | Fezes líquidas ou semilíquidas, que podem agredir a pele |
| Urostomia | Ureteres ligados a um segmento do intestino | Urina, em fluxo constante |
Quando a ostomia faz parte do tratamento de um câncer, vale se informar também sobre os remédios para câncer no SUS e a radioterapia pelo SUS. O 16 de novembro é o Dia Nacional dos Ostomizados, segundo o calendário de datas da saúde do Ministério da Saúde.
Como conseguir bolsa de colostomia pelo SUS?
O caminho é o mesmo em todo o país, com pequenas diferenças de cada município:
- Procure a unidade básica de saúde ou a Secretaria Municipal de Saúde e peça o encaminhamento ao serviço de referência para pessoas ostomizadas da sua região.
- Agende a consulta no serviço de referência e leve o relatório do médico que fez a cirurgia ou o sumário de alta.
- Faça o cadastro. O serviço avalia o estoma e a pele e indica o tipo de bolsa e os produtos de proteção.
- Retire as bolsas no local e na frequência que o serviço definir.
A Portaria SAS/MS nº 400, de 16 de novembro de 2009, organiza esses serviços em dois níveis. Segundo o Manual de Orientação aos Serviços de Atenção às Pessoas Ostomizadas da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (2017), o Nível I organiza a demanda, cadastra, ensina o autocuidado e indica bolsas e adjuvantes, com equipe mínima de médico, enfermeiro e assistente social. O Nível II faz tudo isso, trata complicações e conta também com enfermeiro capacitado em estomaterapia, psicólogo e nutricionista.
Se o caso exigir avaliação de cirurgião ou outro especialista, o pedido segue a regulação, como no passo a passo da consulta com especialista pelo SUS.
Quais documentos levar para o cadastro?
A lista pode mudar entre municípios, mas o manual da Secretaria de Saúde do Espírito Santo pede:
- Cartão Nacional de Saúde (cartão do SUS)
- Documento de identidade com foto (RG, carteira de trabalho ou CNH) e CPF
- Comprovante de residência
- Comprovante de alta hospitalar
- Laudo médico com o tipo de cirurgia realizada e o CID
- Para criança, adolescente ou curatelado: certidão de nascimento e documento com foto do responsável
Quais são os direitos de quem tem ostomia?
O Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, inclui a ostomia na definição de deficiência física. Por isso, a pessoa ostomizada tem os direitos da pessoa com deficiência. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais cita atendimento prioritário, reserva de vagas em concursos públicos e em empresas privadas e passe livre no transporte coletivo, conforme as regras de cada programa.
Remédios de uso contínuo para outras doenças, como pressão alta e diabetes, podem ser retirados de graça pela Farmácia Popular. Para quem tem 60 anos ou mais, vale conhecer a caderneta e os serviços do SUS para a pessoa idosa.
Como cuidar da pele ao redor do estoma?
A pele em volta do estoma deve ficar lisa, sem lesões ou feridas. O manual do Espírito Santo lista o que mais machuca essa pele:
- Limpeza agressiva ou retirada brusca da placa
- Bolsa mal adaptada, que provoca atrito ou pressão contínua
- Trocas frequentes demais, que aumentam o risco de dermatite
- Retirada traumática dos pelos da região, que pode causar foliculite
Os produtos de proteção (creme barreira, pó para pele úmida e placa de barreira) são indicados pelo serviço. A pasta para estomia contém álcool e não deve ser usada em pele com feridas. Se a pele não estiver íntegra, o manual orienta consulta de enfermagem. O intervalo de troca da bolsa também é definido pelo enfermeiro, de acordo com o tipo de bolsa e de estoma.
E a parte emocional?
A adaptação à bolsa mexe com a autoestima e a rotina, e por isso o serviço de Nível II tem psicólogo na equipe mínima. Tristeza e desânimo que duram semanas merecem conversa com a equipe.
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Câncer de próstata: sintomas, PSA e o que o Ministério da Saúde recomenda Nossa Política EditorialFontes: Ministério da Saúde, Portaria SAS/MS nº 400, de 16 de novembro de 2009 (diretrizes nacionais para a atenção à saúde das pessoas ostomizadas no SUS) [sem link verificado]. Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, art. 5º. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Pessoa com Deficiência: Ostomizados. Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, Manual de Orientação aos Serviços de Atenção às Pessoas Ostomizadas, 2017. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, Datas da saúde.
Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação de médico, enfermeiro ou farmacêutico.
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