
Malária: a resposta direta
A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasito Plasmodium e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles; provoca febre alta, calafrios, tremores e suor, tem cura e é tratada com comprimidos fornecidos de graça nas unidades do SUS, segundo o Ministério da Saúde.
- Mais de 99% dos casos no Brasil acontecem na região amazônica, que inclui Rondônia.
- Em 2025 o país registrou 118.037 casos autóctones, o menor número desde 1979.
- O exame oficial é a gota espessa, feita com uma gota de sangue; o teste rápido é usado onde o resultado não sai em menos de 24 horas.
- O tratamento depende da espécie do parasito e dura de 3 a 14 dias, conforme o caso.
- Gestantes, mulheres até um mês de amamentação e bebês com menos de 6 meses não podem usar primaquina.
Em 6 de novembro é lembrado o Dia da Malária nas Américas, data do calendário de saúde do Ministério da Saúde. Para quem mora ou viaja para a Amazônia, a regra prática é simples: febre depois de passar por área de malária pede exame de sangue no mesmo dia. Abaixo estão os sintomas, como o exame é feito, os remédios que o SUS usa e os cuidados para tomar cada um deles.
O que é a malária e como ela é transmitida?
A malária é causada por um parasito do gênero Plasmodium e passa para as pessoas pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, informa a página de malária do Ministério da Saúde. Ela não passa de pessoa para pessoa no convívio e não é transmitida pela água. Formas raras de transmissão incluem transfusão de sangue, seringa contaminada, acidente de laboratório e transmissão da mãe para o bebê.
O Ministério da Saúde informa que não há vacina contra a malária disponível no Brasil. Uma candidata brasileira está em fase de pesquisa, e o FarmaCerto explicou o estudo da vacina Vivaxin contra a malária vivax.
Onde a malária acontece no Brasil?
A região amazônica concentra mais de 99% dos casos autóctones, aqueles em que a pessoa se infectou no próprio país, segundo a situação epidemiológica publicada pelo Ministério da Saúde. Os estados da região são Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
| Dado de 2025 | Número |
|---|---|
| Casos autóctones de malária no Brasil | 118.037 (queda de 14,8% em relação a 2024, menor número desde 1979) |
| Casos autóctones por P. falciparum | 18.714 (queda de 30,7% em relação a 2024) |
| Participação da região amazônica | Mais de 99% dos casos autóctones |
Fora da Amazônia os casos são poucos, mas o Ministério da Saúde alerta que a letalidade fora da região amazônica é maior. Quem voltou de viagem à região e tem febre deve contar isso ao profissional que fizer o atendimento.
Quais são os sintomas da malária?
Os sintomas mais comuns, segundo o Ministério da Saúde, são:
- febre alta;
- calafrios e tremores;
- suor intenso (sudorese);
- dor de cabeça.
Náusea, vômito, cansaço e falta de apetite podem aparecer antes. Na malária grave surgem convulsões e alteração da consciência, e a pessoa precisa ser internada imediatamente. Gestantes, crianças e quem pega malária pela primeira vez têm mais risco de complicação.
Na região amazônica, febre também pode ser dengue, e as duas doenças pedem cuidados diferentes. Para pais, o guia de dengue em crianças mostra os sinais de alerta, e o exame de sangue é o que separa uma doença da outra.
Como é feito o exame de malária?
O diagnóstico exige encontrar o parasito, ou antígenos dele, no sangue, explica o Ministério da Saúde na página de tipos de diagnóstico. São três exames:
| Exame | Como é usado |
|---|---|
| Gota espessa | Método oficialmente adotado no Brasil; cerca de 30 vezes mais eficaz que o esfregaço para detectar a infecção |
| Esfregaço delgado | Tem baixa sensibilidade |
| Teste rápido | Usado para confirmar o diagnóstico onde não é possível garantir resultado em menos de 24 horas, como áreas rurais de difícil acesso, garimpos e áreas indígenas |
A sorologia, o exame de anticorpos, não deve ser feita quando há suspeita de malária, segundo a mesma página.
Qual é o tratamento da malária no SUS?
O tratamento é feito em casa, com comprimidos fornecidos gratuitamente nas unidades do SUS; só os casos graves vão direto para o hospital, informa o Ministério da Saúde. O esquema muda conforme a espécie do parasito, a idade, o peso, a gravidez e outras condições, e a dose é sempre definida pelo profissional de saúde. Os medicamentos e a duração, segundo a página de esquemas de tratamento, são:
| Espécie | Medicamentos | Duração |
|---|---|---|
| P. vivax ou P. ovale | Cloroquina + primaquina | Cloroquina por 3 dias e primaquina por 7 dias |
| P. vivax ou P. ovale com recorrência | Combinação com derivado de artemisinina (ACT) + primaquina | ACT por 3 dias e primaquina por 14 dias |
| P. malariae | Cloroquina, sem primaquina | 3 dias |
| P. falciparum | ACT (artemeter + lumefantrina ou artesunato + mefloquina) + primaquina em dose única | 3 dias |
| Infecção mista (P. falciparum com P. vivax ou P. ovale) | ACT + primaquina | ACT por 3 dias e primaquina por 7 dias |
| Malária grave | Artesunato na veia ou no músculo, no hospital | No mínimo 24 horas, até ser possível passar para o remédio oral |
Na malária vivax, a primaquina é usada contra as formas do parasito que ficam latentes no fígado e podem causar recaída. Depois do tratamento, o Ministério da Saúde recomenda a lâmina de verificação de cura para todos os casos, um novo exame de sangue que confirma que o parasito foi eliminado.
Gestantes e crianças podem tomar primaquina?
Não. Gestantes, puérperas com até um mês de amamentação e crianças menores de 6 meses não podem usar primaquina, segundo a orientação oficial de esquemas. Nesses grupos, a malária por P. falciparum é tratada só com ACT. Gestantes com P. vivax ou P. ovale recebem cloroquina por 3 dias e depois cloroquina preventiva até o fim do primeiro mês de amamentação, para evitar recaídas. Na malária grave, o artesunato é indicado também para bebês e gestantes em todos os trimestres.
Em criança, a dose de cada remédio é calculada pela idade e pelo peso. Para entender por que a dose infantil nunca é uma fração “a olho” da dose de adulto, veja o guia abaixo.
Tem criança em casa?
O guia pediátrico do FarmaCerto explica como funcionam as doses por peso e os cuidados com remédios em crianças.
Como tomar os remédios da malária corretamente?
As orientações do Ministério da Saúde ao paciente em tratamento são:
- Tomar os comprimidos de preferência depois de uma refeição, para evitar vômito.
- Completar o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam.
- Se vomitar até 60 minutos depois de tomar, repetir toda a medicação daquela dose; se o vômito vier depois de 60 minutos, não é preciso repetir.
- Se surgir urina escura, pele e olhos amarelados (icterícia), tontura ou falta de ar, suspender a primaquina imediatamente e procurar o médico.
- Sempre que possível, as doses são supervisionadas pela equipe de saúde, e o acompanhante ou responsável também recebe as orientações.
Como prevenir a malária?
As medidas individuais recomendadas pelo Ministério da Saúde são usar mosquiteiro, roupas que cubram braços e pernas, telas em portas e janelas e repelente. O guia de proteção e repelentes do FarmaCerto ajuda a escolher e aplicar o repelente do jeito certo. Nas comunidades, o SUS faz borrifação dentro das casas, distribui mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração e atua na drenagem e limpeza de criadouros.
Perguntas frequentes
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Como o FarmaCerto escolhe e revisa as fontesFontes: Ministério da Saúde, Malária (Saúde de A a Z), Tipos de diagnóstico, Esquemas de tratamento, Orientações ao paciente e Situação epidemiológica da malária, páginas consultadas em 24/10/2026. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, calendário de datas da saúde (Dia da Malária nas Américas, 6 de novembro).
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