
Arritmia cardíaca: a resposta direta
Arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo do coração, que pode bater rápido, devagar ou de forma irregular; ela causa palpitação, tontura e desmaio, muitas vezes não dá sintoma e, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, leva à morte súbita de 250 mil a 300 mil brasileiros por ano.
- Cerca de 95% das mortes súbitas acontecem fora de hospitais e postos de saúde.
- A fibrilação atrial é a arritmia recorrente mais comum e aumenta em média quatro vezes a chance de AVC.
- O exame que confirma o diagnóstico é o eletrocardiograma.
- Diante de alguém que caiu e não respira: ligue 192 e comece a massagem cardíaca na hora.
- Pressão alta, colesterol, diabetes, obesidade e infarto prévio aumentam o risco.
Em 12 de novembro é lembrado o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, data do calendário de saúde do Ministério da Saúde. O assunto interessa a todo mundo por um motivo prático: quase todas as mortes súbitas acontecem em casa, no trabalho ou na rua, e quem está ao lado é quem pode agir primeiro. Abaixo estão os sintomas, os fatores de risco, o exame que confirma o problema e o passo a passo da massagem cardíaca.
O que é arritmia cardíaca?
Arritmia é qualquer alteração no ritmo normal dos batimentos. O coração pode acelerar demais, ficar lento ou bater de forma irregular. Algumas arritmias são benignas; outras podem fazer o coração parar de bombear sangue, o que provoca a morte súbita. A Secretaria da Saúde do Paraná, com dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), lembra que em alguns casos a morte súbita é a primeira e única manifestação do problema, e que sem socorro imediato e uso de um desfibrilador as chances de sobrevivência são mínimas.
| Dado | Número |
|---|---|
| Brasileiros que morrem subitamente por arritmias a cada ano (Sobrac) | 250 mil a 300 mil |
| Mortes súbitas que acontecem fora de unidades de saúde (Sobrac) | Cerca de 95% |
| Incidência de morte súbita em jovens | 1 caso por 100 mil |
| Incidência acima dos 50 anos | 50 casos por 100 mil |
| Incidência depois dos 80 anos | 200 casos por 100 mil |
Os números de incidência por idade foram divulgados pela Secretaria da Saúde do Paraná em 12/11/2025. Eles mostram que a idade é um fator determinante, mas a morte súbita também atinge jovens.
Quais são os sintomas de arritmia?
Os sinais mais citados pela Secretaria da Saúde do Paraná são:
- palpitações (sensação de coração disparado, falhando ou batendo forte);
- tontura;
- desmaio;
- falta de ar;
- dor no peito;
- suor e palidez.
Muitas pessoas com arritmia não sentem nada. Por isso o acompanhamento na Atenção Primária, com medida de pressão, peso e glicose, é a porta de entrada para descobrir o problema antes de uma complicação.
Nem toda palpitação é doença do coração. Excesso de café e energéticos, ansiedade e crises de pânico também aceleram os batimentos. O FarmaCerto explica quando o café passa do ponto e como reconhecer os sintomas de uma crise de pânico. Mesmo assim, palpitação que vem com desmaio, dor no peito ou falta de ar precisa de avaliação no mesmo dia.
O que é fibrilação atrial e por que ela causa AVC?
A fibrilação atrial é a arritmia recorrente mais comum na prática clínica, segundo a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial de 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. No estudo brasileiro ELSA-Brasil, 2,5% dos participantes tinham fibrilação ou flutter atrial; entre idosos da cidade de São Paulo, a frequência foi de 2,9% nos homens e 2,0% nas mulheres.
Com o ritmo irregular, o sangue pode formar coágulos dentro do coração, que viajam até o cérebro. A diretriz afirma que a fibrilação atrial aumenta em média quatro vezes a chance de AVC. Por isso o médico avalia em cada caso a necessidade de remédio para afinar o sangue. Os sinais de um AVC e o que fazer na hora estão no guia do FarmaCerto sobre como reconhecer um AVC, e as diferenças entre coágulo no cérebro e na perna estão no texto sobre trombose.
Qual exame detecta arritmia?
O exame básico é o eletrocardiograma. A diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia afirma que o diagnóstico de fibrilação atrial clínica deve ser feito pelo eletrocardiograma de 12 derivações. Quando a arritmia vem e vai, o médico pode pedir exames que registram o ritmo por mais tempo.
Relógios e pulseiras inteligentes que avisam sobre ritmo irregular podem ajudar: a mesma diretriz cita sensibilidade de 67,7% a 100% desses dispositivos vestíveis para fibrilação atrial. Eles servem como alerta, não como diagnóstico. Se o relógio avisar, procure o médico com o histórico salvo no aparelho.
Quem tem mais risco de arritmia e morte súbita?
Os fatores de risco citados pela Secretaria da Saúde do Paraná são hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade, além de doença cardíaca e infarto prévio. Quase todos podem ser acompanhados de graça no SUS. Os remédios para pressão e diabetes estão entre os oferecidos sem custo pelo programa, como mostra o guia da Farmácia Popular.
Quem já usa remédio para o coração, como o propranolol, não deve parar nem mudar a dose por conta própria: qualquer ajuste é feito com o médico que acompanha o tratamento.
Peso também conta para o coração.
A obesidade é um dos fatores de risco para arritmia. Confira o seu índice de massa corporal em menos de um minuto.
O que fazer se alguém cair e não respirar?
A morte súbita acontece quando o coração para de bombear sangue. Cada minuto sem ajuda conta, e quem está perto é quem pode manter o sangue circulando até a ambulância chegar. O passo a passo abaixo segue as orientações do SAMU 192 e os parâmetros do fluxo de parada cardiorrespiratória da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (2024):
- Chame a pessoa em voz alta. Se ela não responder e não respirar normalmente, peça ajuda e ligue para o SAMU 192.
- Deite a pessoa de barriga para cima em superfície rígida, como o chão.
- Apoie uma mão sobre a outra na parte inferior do osso central do peito.
- Com os braços esticados, comprima o peito pelo menos 5 cm, num ritmo de 100 a 120 compressões por minuto.
- Deixe o peito voltar totalmente à posição normal entre uma compressão e outra.
- Se houver outra pessoa, revezem a cada 2 minutos para não perder a força.
- Se houver um desfibrilador no local, peça que alguém traga o aparelho enquanto você continua as compressões.
Perguntas frequentes
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Como o FarmaCerto escolhe e revisa as fontesFontes: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Paraná reforça alerta no Dia Nacional de Prevenção às Arritmias e à Morte Súbita, 12/11/2025 (dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas). Sociedade Brasileira de Cardiologia, Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025, Arq Bras Cardiol 2025;122(9):e20250618. Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Fluxo de atendimento da parada cardiorrespiratória, versão de 25/06/2024. SAMU 192 Ceará, Primeiros socorros. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, calendário de datas da saúde (Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, 12 de novembro). Páginas consultadas em 24/10/2026.
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