
Sífilis, direto ao ponto
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum e tem cura. O teste rápido é gratuito no SUS e o resultado sai em até 30 minutos. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, aplicada na própria unidade de saúde, segundo o Ministério da Saúde.
- Teste: rápido, gratuito, resultado em até 30 minutos
- Tratamento: penicilina benzatina, disponível no SUS
- Os sintomas somem sozinhos, mas a infecção continua no corpo
- Parcerias sexuais também precisam testar e tratar
- Na gravidez, o teste é feito pelo menos três vezes
Sífilis tem cura?
Sim. A sífilis é uma IST curável, e o tratamento mais eficaz é a penicilina benzatina, conforme a página do Ministério da Saúde sobre sífilis. O número de doses depende da fase da doença e é definido pelo profissional de saúde. Ter se curado não gera imunidade: quem se expõe de novo pode pegar outra vez.
O assunto ganha espaço em outubro porque o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é o terceiro sábado do mês, data criada pela Lei nº 13.430/2017, como registra a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Em 2026, cai em 17 de outubro.
Quais são os sintomas da sífilis em cada fase?
A sífilis evolui em fases, e o maior risco está no fato de os sinais desaparecerem sem tratamento. A pessoa acha que sarou e a bactéria segue no organismo. O resumo abaixo foi montado pelo FarmaCerto a partir da descrição oficial do Ministério da Saúde.
| Fase | Quando aparece | O que a pessoa nota |
|---|---|---|
| Primária | Entre 10 e 90 dias após o contágio | Ferida única no local de entrada da bactéria. Não dói, não coça, não arde e não tem pus. Pode vir com ínguas na virilha. Some sozinha |
| Secundária | Entre 6 semanas e 6 meses após a ferida cicatrizar | Manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés. Febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas. Também some sem tratamento |
| Latente | Recente até 1 ano, tardia depois de 1 ano | Nenhum sintoma. Só o exame mostra |
| Terciária | De 1 a 40 anos após o início da infecção | Lesões na pele, nos ossos, no coração e no sistema nervoso. Pode levar à morte |
Como é feito o teste rápido de sífilis e onde fazer?
O teste rápido é feito nos serviços de saúde do SUS, é gratuito, não exige estrutura de laboratório e dá o resultado em até 30 minutos, de acordo com o Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde. Se der reagente, é colhida uma amostra de sangue para um exame de laboratório, que confirma o diagnóstico e serve de base para acompanhar a resposta ao tratamento.
Em algumas situações o tratamento começa já com o teste rápido reagente, sem esperar o segundo exame: gestantes, vítimas de violência sexual, pessoas com sinais de sífilis primária ou secundária, pessoas sem diagnóstico anterior e quem tem risco de não voltar para buscar o resultado.
O Ministério da Saúde recomenda o teste depois de relação sem preservativo, quando a parceria tem uma IST ou sempre que houver dúvida, mesmo sem sintomas, e pelo menos uma vez por ano para quem é sexualmente ativo. No mesmo atendimento, o serviço pode oferecer testes de HIV e de hepatites. Explicamos como funcionam no guia das hepatites virais e o teste no SUS.
Um detalhe que confunde: quem já teve sífilis pode continuar com o teste rápido reagente mesmo depois de curado. Por isso o resultado é interpretado junto com o histórico da pessoa, e não sozinho.
Como é o tratamento da sífilis no SUS?
O tratamento é feito com penicilina benzatina, injetável, que pode ser aplicada na unidade de saúde mais próxima de casa. A quantidade de aplicações varia conforme a fase e cabe ao profissional definir. Outros antibióticos só entram em casos específicos, a critério de quem acompanha o paciente.
Depois do tratamento, a cura é confirmada por exames de sangue de acompanhamento. Não basta tomar a injeção e nunca mais voltar.
Se a amoxicilina já provocou reação em você, anote isso e leve a informação a toda consulta. Contar as alergias antes de qualquer injeção é uma das medidas mais simples para evitar erro de medicação.
Meu parceiro ou parceira também precisa tratar?
Sim. Todas as parcerias sexuais dos últimos 3 meses devem ser testadas e tratadas, para interromper a transmissão e evitar que a pessoa tratada se infecte de novo, segundo o Ministério da Saúde. Tratar só um dos dois deixa a porta aberta para a infecção voltar.
Sífilis na gravidez: quando fazer o teste?
A gestante deve ser testada pelo menos em três momentos: no primeiro trimestre, no terceiro trimestre e no parto, ou em caso de aborto. Se o teste rápido der reagente, o tratamento começa na hora, e deve ser iniciado o mais cedo possível, no máximo até 30 dias antes do parto. A parceria da gestante também precisa testar e tratar.
Sem tratamento adequado, a bactéria passa para o bebê durante a gestação ou no parto. É a sífilis congênita, que pode causar aborto, parto prematuro, morte do bebê e sequelas. Em 2023, o Brasil notificou 242.826 casos de sífilis adquirida, 86.111 em gestantes e 25.002 de sífilis congênita, com 196 mortes de bebês, segundo o Boletim Epidemiológico de Sífilis de outubro de 2024, citado pela Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.
O diagnóstico na gestação costuma vir com medo e ansiedade. Mulheres têm acesso gratuito a teleatendimento em saúde mental pelo SUS. E o pré-natal é um bom momento para organizar os outros exames de rotina da mulher, como a mamografia nas idades indicadas.
Como prevenir a sífilis?
A prevenção combina preservativo interno ou externo em todas as relações, teste regular e tratamento da pessoa e das parcerias. Depois de um diagnóstico ou de uma suspeita, a orientação é evitar relações desprotegidas até que todos tenham sido avaliados. Não existe vacina contra a sífilis.
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Carteira de vacinação digital no Meu SUS Digital Guia de receitas de medicamentos 2026 Nossa Política EditorialFontes: Ministério da Saúde, Saúde de A a Z, Sífilis. Ministério da Saúde, Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs, Sífilis. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, com dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis de outubro de 2024 e a Lei nº 13.430/2017. Páginas consultadas em 11 de outubro de 2026.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. O FarmaCerto segue uma política editorial pública.
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