
Câncer de boca, direto ao ponto
Ferida na boca ou nos lábios que não cicatriza por mais de 15 dias, mancha branca ou vermelha e caroço no pescoço são os principais sinais de alerta do câncer de boca, um dos tumores mais frequentes em homens no Brasil, e devem ser examinados por dentista ou médico na Unidade Básica de Saúde, orienta o Ministério da Saúde.
- Maiores causas: cigarro e outras formas de tabaco, somados ao álcool
- Sinal que pede exame: ferida que passa de 15 dias, mancha ou caroço
- Diagnóstico: exame da boca e biópsia, em geral com anestesia local
- Prevenção: não fumar, moderar o álcool, protetor labial, vacina do HPV
De 1º a 7 de novembro acontece a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, criada pela Lei nº 13.230/2015 para estimular ações preventivas e campanhas educativas, como registra a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Antes dela, vale saber o que observar no espelho e quando procurar ajuda.
Quais são os sintomas do câncer de boca?
O sinal mais importante é a ferida que não cicatriza por mais de 15 dias, nos lábios ou dentro da boca, que pode sangrar e crescer. O câncer de boca atinge lábios, gengivas, bochechas, céu da boca, língua e assoalho da boca, segundo a página do Ministério da Saúde sobre câncer de boca.
| Sinal | O que observar |
|---|---|
| Ferida | Não cicatriza por mais de 15 dias, pode sangrar e crescer |
| Manchas ou placas | Vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas |
| Caroços | Nódulos nos lábios, na boca ou no pescoço |
| Voz | Rouquidão persistente |
| Casos avançados | Dificuldade para mastigar, engolir ou falar, e perda de peso |
A versão técnica do INCA para profissionais de saúde acrescenta dor, assimetria do rosto e dor de ouvido reflexa à lista de sinais que pedem investigação.
O que causa câncer de boca?
Cigarro, charuto, cachimbo, narguilé e cigarro de palha são as maiores causas, e o álcool aumenta o risco, principalmente junto com o tabaco, afirma o Ministério da Saúde. O INCA chama tabagismo e etilismo de “os principais fatores de risco” e cita ainda:
- Infecção pelo HPV, ligada ao câncer de orofaringe
- Sol sem proteção, no câncer de lábio, sobretudo em quem trabalha ao ar livre
- Excesso de gordura corporal e pouca fruta e verdura na alimentação
- Sexo masculino e idade acima de 40 anos
- Imunossupressão e exposição no trabalho a poeiras, solventes e agrotóxicos
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Como prevenir o câncer de boca?
As medidas listadas pelo Ministério da Saúde são não fumar, evitar o álcool, usar protetor labial com filtro solar, manter alimentação com frutas, legumes e verduras, usar preservativo no sexo oral e se vacinar contra o HPV. Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que perderam a vacina ainda podem tomá-la: veja o prazo da dose única do HPV no SUS e confira as doses já registradas na carteira de vacinação digital.
O INCA lembra que o SUS oferece tratamento gratuito para quem quer parar de fumar, e que parar reduz o risco. A BVS recomenda consulta com o cirurgião-dentista a cada seis meses e, para quem tem lesão suspeita ou já tratou a doença, a cada três ou quatro meses.
Existe exame para detectar câncer de boca cedo?
Não existe rastreamento de rotina: o INCA informa que atualmente não há recomendação de rastreamento do câncer de boca e orofaringe em pessoas sem sintomas. A estratégia é o diagnóstico precoce, ou seja, investigar logo qualquer sinal de alerta. O exame clínico geralmente basta para a suspeita, e a confirmação vem pela biópsia, em geral ambulatorial e com anestesia local.
Como é o tratamento pelo SUS?
Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico: lesões pequenas exigem procedimento simples e tumores maiores, cirurgias mais complexas, com estágio e conduta definidos pelo cirurgião de cabeça e pescoço, explica o Ministério da Saúde. Depois do tratamento, o acompanhamento é feito principalmente nos primeiros 5 anos, período de maior risco de volta da doença.
O caminho começa na Unidade Básica de Saúde, que encaminha ao serviço especializado quando a suspeita se confirma, como mostramos no passo a passo para exames e cirurgias pelo SUS. Quando há necessidade de remédios contra o câncer, a nova política de assistência farmacêutica em oncologia do SUS explica como eles chegam ao paciente. Depois da cirurgia, quem perdeu dentes pode recorrer à prótese dentária gratuita do SUS.
Para o tamanho do problema: a BVS cita estimativa do INCA para o triênio 2020 a 2022 de 11.180 casos novos por ano em homens e 4.010 em mulheres. Dúvidas sobre atendimento podem ser levadas ao Disque Saúde 136.
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